sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal e um 2011 único!

Queridos leitores: um Feliz Natal a todos vocês e que 2011 seja um ano de muita saúde, bem estar e felicidade a todos!

Aproveitem as festas, comam de tudo um pouco, mas não comam tudo de tudo (hehe!). Fiquem com a família, com os amigos, sejam felizes!!

Dia 26 e 2 de janeiro, procurem ter uma alimentação mais natural possível, com muitas frutas, verduras, legumes, água. Deixem os alimentos industrializados, frituras, panetones, doces um pouco de lado, para dar um "descanso" ao organismo.

O blog está entrando em férias, mas retorna na 1º semana de janeiro cheio de informações e novidades.




Até 2011!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Em 2022, brasileiro será obeso como americano

Um estudo do Ministério da Saúde mostra que os problemas de sobrepeso e obesidade pioraram tanto no Brasil que em 2022, mantida a atual situação, a população brasileira será tão obesa quanta a americana. Em 2006, 42,7% dos brasileiros estavam acima do peso, percentual que saltou para 46,6% no ano passado. "Estamos sentados em cima de uma bomba-relógio", disse o ministro da Saúde, Jose Temporão, que vai entregar à presidente eleita, Dilma Rousseff, o Plano de Enfrentamento da Epidemia da Obesidade. Uma das ideias é fazer a indústria reduzir os teores de açúcar e sal nos alimentos processados. Não por acaso, o diabetes passou a ser a terceira maior doença causadora de mortes no país.

Além de promover ações educativas para estimular a prática de atividades físicas e melhorar a qualidade da alimentação, a ideia é fazer acordos com a indústria de alimentos para reduzir os teores de açúcares e sal. Seriam semelhantes aos que diminuíram os teores de gorduras trans.

Não por acaso, no Brasil, os doentes de diabetes - que tem o excesso de peso entre suas principais causas - aumentaram de 5,2% para 5,8%. Em apenas três anos, a doença passou a ser a terceira maior causadora de mortes no país (49 mil em 2008), atrás apenas dos males isquêmicos do coração (94 mil) e cardiovasculares (97 mil). Em 2005, os homicídios ocupavam a terceira posição. Num período maior, de 1996 a 2007, as mortes por diabetes cresceram 10%.


Fonte: O Globo

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Festas de fim de ano! Como fica a alimentação?

Nessa época de festas, comemorações e alegria não podemos esquecer dos cuidados com a alimentação.

Mas, como manter a forma no final de ano sem abrir mão do melhor da ceia?

1. Comece a refeição sempre pelas saladas de folhas, vegetais e frutas. Prefira temperá-las com um molho leve de iogurte ou azeite de oliva extra virgem. Começar pela salada ajuda a saciar a fome, garante o bom funcionamento do organismo e ativa o metabolismo.

2. Faça as suas refeições no dia da ceia normalmente. Inclusive as intermediárias. Muitas pessoas não comem quase nada durante o dia para fazer a compensação na hora do jantar. O problema disso é que o corpo só utiliza a energia que precisa e estoca o excesso, que vira gordura.

3. Evite beliscar, enquanto prepara os pratos da ceia. A gente vai beliscando daqui, pegando um pedacinho dali e perde a conta do quanto já comeu. Além disso, o hábito só abre o apetite e não mata a fome. Se não tiver jeito e a fome bater, faça lanchinhos mais leves e evite petiscar em grande quantidade alimentos como castanhas, nozes e frutas secas. Apesar de serem ótimas para a saúde, elas são calóricas e, em excesso, contribuirão bastante para o aumento de peso.

4. Cuidado com as bebidas alcoólicas. A gente não percebe, mas ingerimos muitas calorias com os drinks, pois, além de comprometerem a saúde e alterarem a nossa percepção, contribuem e muito para o ganho de peso, já que têm alto teor de glicose. Os fermentados são menos calóricos porque tem menor teor alcoólico. Dentre as opções, fique com vinho branco ou o espumante.

5. Lembre-se de mastigar bem os alimentos durante a ceia. O desespero e a vontade de comer todas aquelas comidas deliciosas faz o olho crescer e daí comemos rápido para repetir e comer mais. Isso dificulta a digestão e dá uma sensação ainda maior de fome. Por isso, mastigue bem para sentir o sabor dos alimentos e fazer uma refeição prazerosa.

6. Não abuse nas quantidades. Muitas pessoas usam a desculpa de que é só um dia no ano e, por isso, abusam. Mas, todos os alimentos preparados na ceia podem ser consumidos em outros dias do ano e não é preciso comer muito para sentir o sabor dos pratos.

7. Faça apenas um prato na ceia e, antes de montá-lo, visualize bem o que quer comer para não precisar montar mais um. Depois do segundo prato, você não sabe mais o que já comeu e perde o controle das calorias que ingeriu, por isso, vá com calma e escolha os alimentos que está com mais vontade de comer. Lembre-se, a ceia não vai acabar em uma hora e você poderá provar de tudo durante o período de festas sem sobrecarregar o organismo.

8. No dia da ceia e do almoço de Natal ou no Ano Novo faça uma caminhada ou alguma atividade física. A regra do comer demais e malhar de menos é super comum nesta época do ano e não funciona. O certo é equilibrar o cardápio e manter o corpo em movimento nem que seja com atividades mais leves.

9. Não descuide da sua hidratação. Nesta época do ano, por causa da ingestão de álcool e de refrigerantes, as pessoas esquecem de ingerir água, o que favorece a intoxicação e a desidratação, por isso, fica o alerta para a necessidade de ingerir água mesmo quando consumimos refrigerantes e outras bebidas, como o vinho ou o espumante. A água é fundamental em qualquer ocasião. Uma boa opção são os sucos de frutas naturais, eles hidratam e combinam com todas as comidas.

Lembre-se: o que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo e sim entre o Ano Novo e o Natal!

domingo, 5 de dezembro de 2010

O jantar dos pequenos








A criança brincou e estudou o dia todo e, quando chega à hora do jantar, precisa ingerir nutrientes essenciais para complementar sua alimentação e garantir o bom funcionamento do organismo.

Os pratos servidos nesta refeição podem ser do mesmo tipo que você coloca à mesa na hora do almoço. Tanto no jantar como nas outras refeições, devem ser evitados alimentos gordurosos, como frituras e embutidos. Substitua-os por grelhados, assados e cozidos. E controle o excesso de açúcar, que interfere na digestão e vicia o paladar, prejudicando a educação alimentar.

A variedade é fundamental. Um truque simples para conseguir isso à mesa é servir alimentos de cores diferentes, todos os dias. Assim você garante o consumo de nutrientes variados e estimula a visão, sentido que, junto com o olfato, ajuda a despertar o apetite.

A moderação é a receita. Não há alimento proibido, a menos que a criança tenha alguma restrição alimentar. Se a turma pede sanduíche, o conselho é reservar este momento para o fim de semana. Só não pode se tornar um hábito.

O melhor é montar um prato com um carboidrato (arroz, batata, macarrão), uma leguminosa (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha), uma proteína (carne, frango, peixe, ovo), legumes e verduras.

Na hora da sobremesa, escolha frutas da estação.

Caso a criança não queira jantar, não substitua por leite, iogurtes e biscoitos. Reserve estes alimentos para os lanches, nem use guloseimas como moeda de troca ou recompensa.

É muito importante que as crianças consumam frutas, legumes e verduras, fontes riquíssimas de vitaminas e sais minerais, importantes no processo de reprodução celular. E fibras, que são responsáveis pelo bom funcionamento do intestino.

Mas, como gostam de imitar os adultos, se você não come, dificilmente seu filhote experimentará estas delícias. Portanto, faça um exame de consciência e, se preciso, comece a mudar os seus hábitos alimentares.

Outro ponto fundamental é a reunião familiar. Se não é possível juntar todo mundo no café da manhã nem no almoço, procure fazer isso pelo menos à noite. É uma ótima maneira de solidificar conceitos alimentares e estreitar os laços familiares.

Bom apetite!


FONTE: site Nestlé

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 de novembro: Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue














Você alguma vez na vida já doou sangue? Não? Que tal aproveitar o dia de hoje e fazer este gesto que pode salvar várias vidas?

O que é preciso para doar sangue?
- Sentir-se bem, com saúde;
- Levar um documento com foto;
- Ter entre 18 e 65 anos de idade;
- Pesar mais de 50kg

Quem não pode doar sangue?
- Pessoas com diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade;
- Mulheres grávidas ou amamentando;
- Pessoas com doenças transmissíveis pelo sangue, como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas;
- Usuário de drogas;

O que acontece com o sangue doado?
Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (como hemácias, plaquetas, plasma e outros), e assim, poderá beneficiar até quatro pacientes com apenas uma doação.
As unidades que apresentarem algum teste positivo, não poderão ser utilizadas, sendo descartadas.
Os componentes são distribuídos para os hospitais da cidade para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.
Onde doar sangue?
Procure o hemocentro mais próximo da sua casa e faça este gesto de amor a vida.

Para esclarecimento de maiores dúvidas, acesse o site: http://www.facaalguemnascerdenovo.com.br/duvidasfrequentes

Neste mesmo site é possível acompanhar depoimentos de diversas pessoas que passaram por uma transfusão de sangue e foram salvos, graças a estas doações.

http://www.facaalguemnascerdenovo.com.br/


Doe sangue e salve vidas!

Vigorexia










A vigorexia, também chamada de Síndrome de Adônis, é um transtorno que torna indivíduos obsessivos por atividades físicas como forma de obter o corpo magro e musculoso. Tal transtorno acomete principalmente homens, mas também pode ocorrer em mulheres.

Considerada como um Transtorno Obsessivo Compulsivo, a vigorexia é vista em homens que mesmo estando com muita massa muscular se vêem fracos, magros e esqueléticos. Buscam eliminar completamente alimentos que contenham gorduras e consomem exageradamente proteínas.

A vigorexia é bastante comparada com a anorexia, pois ambos os transtornos são estimulados pela busca incessante do corpo perfeito que é pregado constantemente pela mídia e sociedade.

Apesar de todas as características clínicas da Vigorexia, vários autores não a consideram uma nova doença ou uma entidade clínica própria, mas sim, uma manifestação clínica de um quadro já amplamente descrito: o Transtorno Dismórfico Corporal. Essa manifestação clínica separada seria o chamado Transtorno Dismórfico Muscular (ou Vigorexia).

Embora exista um grande número de pessoas mais ou menos preocupadas com sua aparência, para ser diagnosticado Dismorfia, deve haver sofrimento significativo e uma reiterada obsessão com alguma parte do corpo que impeça uma vida normal. Quando esse quadro todo se fixa na questão muscular, havendo uma busca obsessiva para uma silhueta perfeita, o transtorno se chamará Vigorexia ou Transtorno Dismórfico Muscular.

É difícil estabelecer limites entre um exercício saudável e um exercício obsessivo, mas é bom lembrar que os vigoréxicos, além da musculação continuada, comem de forma atípica e exagerada. Esses pacientes se pesam várias vezes por dia e fazem continuadas comparações com outros companheiros de academia. A doença vai derivando num quadro obsessivo-compulsivo, de tal forma que eles se sentem fracassados, abandonam suas atividades e se isolam em academias dia e noite.

A Vigorexia deve ser considerada um transtorno da linhagem obsessivo-compulsiva, tanto pela obsessão em musculatura, pela compulsão aos exercícios e ingestão de substâncias que aumentam a massa muscular, quanto pela fragrante distorção do esquema corporal.

Uma das conseqüências da vigorexia ou overtraining, dizem respeito ao excesso de treinamento e às reações corporais que avisam, por assim dizer, que algo está errado. São reações semelhantes ao estresse tais como: insônia, falta de apetite, irritabilidade, desinteresse sexual, fraqueza, cansaço constante, dificuldade de concentração entre outras.

A situação se agrava quando surge o consumo de esteróides e anabolizantes com o fim de conseguir "melhores resultados". O consumo destas sustâncias aumenta o risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas, disfunções sexuais, diminuição do tamanho dos testículos e maior propensão ao câncer da próstata.


FONTE: PSIQWEB http://gballone.sites.uol.com.br/alimentar/vigorexia.html . Acessado em 24 de novembro de 2010.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Compulsão Alimentar












O transtorno da compulsão alimentar periódica é caracterizado por um comportamento de ingestão de grande quantidade de comida em um período de tempo delimitado (até duas horas). Acompanha uma sensação de perda de controle sobre o que ou o quanto se come, com episódios ocorrendo, ao menos, por dois dias na semana, por um período de seis meses, sem comportamentos compensatórios a fim de se perder peso. Geralmente, a pessoa come sozinha, por vergonha da quantidade de alimentos que consome 1. Durante os episódios de compulsão alimentar, o desejo de comer em excesso ocorre de maneira incontrolável. Tanto a comida quanto o peso tornam-se preocupações persistentes do indivíduo 2.

As pessoas que apresentam o transtorno de comer compulsivo têm ataques bulímicos repetidos, mas não evidenciam as medidas patológicas de controle de peso (através de comportamento compensatório) que os pacientes com bulimia nervosa utilizam como vômitos, abuso de laxativos e exercício físico excessivo. Durante a compulsão, o indivíduo sente como se não tivesse nenhuma possibilidade de controlar sua atitude compulsiva alimentar e, após o episódio, refere desconforto psicológico 1. Sentimentos como angústia subjetiva, incluindo vergonha, nojo e/ ou culpa são comuns em pacientes com compulsão alimentar 3. Perfeccionismo, impulsividade e pensamentos dicotômicos de “tudo ou nada” (total controle ou descontrole) também são comuns 4.

A quantidade de alimentos ingeridos, a duração de um episódio de comer compulsivo, ou mesmo o valor da perda de controle sobre a ingestão alimentar são difíceis de se caracterizar 3. Conforme Appolinário 5 (2006), a constituição alimentar dos episódios é extremamente variável, havendo um predomínio de alimentos com alto valor calórico e preferencialmente do grupo dos carboidratos, sendo os alimentos preferidos: doces, tortas, chocolates, bolos e pães. Alguns indivíduos relatam maior vontade de ingerir leite e derivados, acompanhados ou não de chocolates e achocolatados. As calorias ingeridas variam, podendo ser desde quantidades um pouco superiores a ingestão habitual até o extremo de 6.000 kcal/ episódio. A compulsão costuma ocorrer com mais frequência ao final do dia, quando o paciente já cumpriu com todas as suas tarefas diárias 5.

Complicações Clínicas:
A maior complicação da compulsão alimentar na saúde é o desenvolvimento da obesidade. Doenças associadas com a obesidade também são comuns como: diabetes melito, hipertensão arterial sistêmica, colesterol elevado, problemas cardíacos, na vesícula biliar e certos tipos de câncer 1. Além disso, os episódios de compulsão alimentar exercem um impacto importante sobre o metabolismo dos carboidratos. Ocorre um aumento importante na glicemia de jejum no dia seguinte a uma ingestão elevada de alimentos com um aumento maior da resposta à insulina quando comparada a valores obtidos durante três dias de refeições normais, ocasionando um impacto adverso sobre o metabolismo da glicose e insulina, o que justifica a dificuldade dos pacientes com compulsão alimentar em estabelecer um padrão energético adequado 6.

Tratamento Nutricional:
O tratamento do transtorno da compulsão alimentar periódica deve ser multidisciplinar. A orientação nutricional deve centrar-se, primeiramente, para que haja uma diminuição da frequência dos episódios de compulsão alimentar e, posteriormente, focar na perda gradual de peso do indivíduo, quando for o caso, através de uma dieta flexível. A prática de atividade física deve ser incentivada. Os sintomas depressivos devem ser tratados a fim de melhorar a autoestima do paciente e reduzir sua ansiedade 7.

O nutricionista ao atuar no tratamento de transtornos alimentares deve entender amplamente desta desordem, suas complicações psicológicas, médicas e nutricionais. O profissional deve conhecer quais são as populações específicas de risco de desenvolvimento destes distúrbios e quais são os cuidados especiais ao ter de lidar com este tipo de paciente. A American Dietetic Association defende a posição de que a educação e a intervenção nutricional, por parte de um nutricionista é essencial no tratamento dos pacientes com transtornos alimentares 1.

Referências:
1American Dietetic Association. Position of the American Dietetic Association: Nutrition intervention in the treatment of anorexia nervosa, bulimia nervosa, and eating disorders not otherwise specified (EDNOS). J. Am. Diet. Assoc., v. 101, n. 7, p. 810 -819, july. 2001.

2 PAPELBAUM, Marcelo; APPOLINÁRIO, José C. Transtorno da compulsão alimentar periódica e transtorno obsessivo compulsivo: partes de um mesmo espectro? Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo, v. 23, n. 1, p. 38 -40, mar. 2001.


3 AZEVEDO, Alexandre P.; SANTOS, Cimâni C.; FONSECA, Dulcineia C. Transtorno da compulsão alimentar periódica. Rev. Psiq. Clin., São Paulo, v. 31, n. 4, p. 170 -172, 2004.

4 STEFANO, Sérgio C.; BORGES, Maria B.F.; CLAUDINO, Angélica M. Transtorno da compulsão alimentar periódica. Psiquiatria na prática médica, v. 33, n. 1. 2000. Disponível em: http://www.unifesp.br/dpsiq/polbr/ppm/atu1_07.htm. Acesso em: 25 set. 2009.

5 APPOLINÁRIO, José C. Transtorno do comer compulsivo. In: NUNES, Angélica. Transtornos alimentares e obesidade. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.

6 TAYLOR, Anne E.; HUBBARD, Jane; ANDERSON, Ellen J. Impact of Binge Eating on metabolic and Leptin Dynamics in Normal Young Women. J. Clin. Endocrionol. Metab., v. 84, n.2, 1999.

7 BORGESA, Maria B.F.; JORGEB, Miguel R. Evolução histórica do conceito de compulsão alimentar. Psiquiatria na Prática Médica, São Paulo, v. 33, n. 4, p. 113 -118, out. / dez. 2000.

sábado, 6 de novembro de 2010

Bulimia









A bulimia é um transtorno alimentar que tem como principal característica episódios de compulsão alimentar (grande ingestão de alimentos em um período de tempo muito pequeno) seguido de métodos compensatórios para a perda de peso. As pessoas com bulimia acabam vivendo em circulo vicioso de compulsão – purgação.

Um quadro de bulimia nervosa pode iniciar por uma necessidade real ou imaginária de perda de peso, decorrente de extrema insatisfação com o corpo. No entanto, diferentemente das anoréxicas, na maior parte das vezes, as bulímicas conseguem aceitar um peso que é mais adequado para sua idade e estatura, ainda que desejem se manter próximas aos limites inferiores dos padrões de normalidade.

Para a maioria das bulímicas, as tentativas de restringirem excessivamente a ingestão de alimentos para controlarem o peso se mostram sem sucesso, uma vez que não conseguem mantê-la por um longo prazo. Pelo menos inicialmente, a fome costuma ser o principal disparador de um episódio bulímico. Tais episódios geram um grande desespero, pois as ameaçam naquilo que mais temem: o ganho de peso. No começo, evitam este risco por meio de métodos menos invasivos, como exercícios físicos intensos ou restringirem ainda mais a alimentação (e até ficarem em jejum), até que se envolvem em manobras compensatórias, como indução do vômito e uso de laxantes ou/ e diuréticos.

Nos episódios compulsivos, as bulímicas ingerem, em média, de duas a cinco mil calorias, havendo relatos que alcançam mais de 15 mil calorias em um único episódio. Os alimentos preferidos são os fáceis de engolir e vomitar, em geral, altamente calóricos, como: sorvete, chocolate, balas, doces, bolo, biscoitos, leite condensado, pipoca, salgadinhos e pizza, todos consumidos em exagero. Em média os episódios duram pouco mais de uma hora, podendo variar entre 15 minutos e oito horas.

As manobras utilizadas para compensar a ingestão calórica elevada são diversas. Algumas mastigam a comida e cospem antes mesmo de engolir, porém a grande maioria recorre ao vômito. Algumas também, acreditando que impedem a absorção de calorias, utilizam laxantes.

Complicações Clínicas
As complicações clínicas da bulimia vão variar dependendo do tipo de método compensatório que a paciente utiliza para perder peso.

Vômitos excessivos podem ocasionar calosidade no dorso da mão pela lesão de pele causada pelos dentes ao provocar o vômito (sinal de Russel), erosão do esmalte dentário e cáries. A paciente ainda pode apresentar dor abdominal, gastrite, esofagite, erosões gastroesofágicas, sangramentos e em casos mais graves perfuração esofágica e ruptura gástrica.

O consumo contínuo e abusivo de laxantes gera dependência. O intestino passa a necessitar de doses cada vez mais elevadas para obter efeitos semelhantes, o que gera verdadeiro abuso de laxantes, com risco de graves complicações clínicas.

Tratamento Nutricional:

O tratamento nutricional na bulimia nervosa busca a mudança no comportamento alimentar, auxiliando na parada dos processos purgativos. A adoção de um esquema e diário alimentar e a orientação nutricional demonstram ser um importante auxílio no manejo inicial dos sintomas para interrupção dos comportamentos compensatórios e da compulsão periódica.

História de oscilação de peso importante acompanha grande número de pacientes bulímicas. Embora apresentem um peso normal e não necessitem de um programa para reposição de peso, elas precisam ser levadas a alimentarem-se adequadamente, abandonando as práticas restritivas e aceitando a ideia de atingir um peso que talvez considerem além do desejado. Mesmo que apresentem algum grau de sobrepeso e até mesmo de obesidade, elas devem propor-se a uma mudança no comportamento alimentar sem ter como objetivo a perda de peso. Vale ressaltar que o fato de a paciente reestruturar sua alimentação e mudar os hábitos alimentares, não raro, permite uma perda de peso sem auxílio de uma dieta restrita em calorias.

O uso de alimentos diet e light é desaconselhado. O Nutricionista auxilia a paciente a adquiri um novo padrão alimentar, encorajando-a ao consumo de todo tipo de alimentos que não representem restrição calórica.

Levantar as dúvidas da paciente, traduzir seus anseios a respeito da nutrição, desmistificar falsos conhecimentos sobre sua alimentação normal e sadia é a responsabilidade do Nutricionista no tratamento da bulimia.

Lembrando sempre que os transtornos alimentares devem ser tratados dentro de uma equipe multidisciplinar.

Referências:

AZEVEDO, Angélica de M.C; ABUCHAIM, Ana L. Bulimia Nervosa: Classificação, Diagnóstico e Quadro Clínico. In: NUNES, Angélica. Transtornos alimentares e obesidade. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.

BRAGA, Cláudia L. Manejo Nutricional. In: NUNES, Angélica. Transtornos alimentares e obesidade. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Anorexia Nervosa












A anorexia nervosa é um transtorno do comportamento alimentar que se desenvolve principalmente em meninas adolescentes e mulheres jovens. Caracteriza-se por uma grave restrição da ingestão alimentar, busca incessante pela magreza e distorção da imagem corporal.

No geral, a doença começa a partir de uma dieta restritiva e persistente, onde a menina (o transtorno é mais comum em mulheres, mas homens também podem ser afetados) evita alimentos considerados por ela “proibidos” como doces, alimentos gordurosos e carboidratos no geral. A doença costuma ter como fator desencadeante algum evento significativo, como perdas, separações, mudanças, doenças orgânicas, ou outro fator estressante para a paciente e/ ou sua família.

Aos poucos, a pessoa passa a viver exclusivamente em função da dieta, da comida, do peso e da forma corporal. A doença progride com uma contínua e importante redução de peso.

Complicações clínicas:
As conseqüências clínicas são semelhantes às de um estado de desnutrição crônico. Quando acomete crianças ou adolescentes, interfere na curva de crescimento, levando a estaturas menores do que as esperadas, e atrasa ou até interrompe o desenvolvimento puberal. Grande parte das conseqüências clínicas são mecanismos compensatórios que o organismo apresenta para tentar justificar a diminuição da ingestão alimentar. O corpo reage como se houvesse ausência de alimentos no meio ambiente e suprime ou diminui todas as funções essenciais, minimizando o gasto de energia e eventualmente até alterando as funções vitais.

Alterações comuns apresentadas por pacientes com anorexia: hipotensão, hipotermia, atrofia cerebral, edema periférico, diminuição do tamanho do coração, resposta diminuída a demanda física – exercício, anemia, amenorréia, hipercolesterolemia, hipoglicemia, diminuição na produção de todos os hormônios sexuais, osteoporose, queda de cabelo e até a morte.

Tratamento:
Um dos principais objetivos do acompanhamento nutricional na anorexia nervosa é a reposição do peso corporal e a mudança do comportamento alimentar da paciente, sendo que estes dois aspectos precisam estar interligados. As preferências alimentares dos pacientes podem ser levadas em consideração na prescrição dietética, desde que, com elas, não se perca a qualidade nutricional do plano alimentar. A mudança no comportamento alimentar e as orientações nutricionais são essenciais.

No início há uma dificuldade muito grande por parte das pacientes em seguir as orientações para reposição de peso, em decorrência do medo mórbido que elas têm de engordar e da distorção da imagem corporal. Alimentos diet e light, bebidas dietéticas ou alimentos com gordura reduzida devem ser evitados, pois encorajam atitudes alimentares anoréxicas.

O aumento da quantidade de alimentos ingeridos pode ser mais facilmente aceito pelo paciente se for feito de forma gradual. A meta inicial é estabelecer um padrão regular de alimentação, que inclua três refeições e dois ou três lanches, evitando um intervalo maior do que três horas sem se alimentar. Uma vez que esta meta tenha sido atingida, o paciente deve ser gradualmente estimulado a aumentar a quantidade calórica total ingerida e incluir na dieta alimentos com mais calorias.

Vale ressaltar que a anorexia nervosa não tem cura, mas sim controle. Alguns pacientes conseguem estabelecer uma relação saudável com a alimentação e sua imagem corporal, no entanto, a grande maioria, mesmo que consiga manter um peso corporal dentro dos limites considerados “normais” passam a vida insatisfeitos e sentindo-se culpados com relação aos alimentos consumidos.

Referências:
ABUCHAIM, Ana L. Aspectos Históricos da Anorexia Nervosa e da Bulimia Nervosa. In: NUNES, Angélica. Transtornos alimentares e obesidade. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.

NUNES, Maria Angélica A.; RAMOS, Denise C;. Anorexia Nervosa: Classificação Diagnóstica e Quadro Clínico. In: NUNES, Angélica. Transtornos alimentares e obesidade. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.

BRAGA, Cláudia L. Manejo Nutricional. In: NUNES, Angélica. Transtornos alimentares e obesidade. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.

DUCHENSE, Mônica. Abordagem Cognitivo - Comportamental. In: NUNES, Angélica. Transtornos alimentares e obesidade. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.


FLEITLICH, Bacy W; et al. Anorexia Nervosa na Adolescência. Jornal de Pediatria, v. 76, Supl.3, 2000.

http://www.ambulim.org.br/index.php

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Transtornos Alimentares

O padrão de beleza ditado pela mídia e pela sociedade exerce um efeito marcante sobre as mulheres. Ao mesmo tempo em que há um aumento na oferta de alimentos de alto valor calórico, rápido preparo e consumo, os indivíduos estão cada vez mais sedentários pelas facilidades da vida moderna. Paralelamente, as modelos e atrizes de sucesso, que são consideradas exemplo de beleza para muitas mulheres, estão cada vez mais magras e não raro, apresentam corpo de pré–adolescentes, com formas pouco definidas. Os meios de comunicação que incentivam um padrão estético parecem ser ao mesmo tempo, expressão e determinantes das representações sociais sobre a beleza feminina, atuando como elemento de reforço para a restrição alimentar .

Em diversas épocas e nas mais variadas culturas, a aparência física sempre foi um elemento fundamental da imagem da mulher. No entanto, o corpo extremamente magro nem sempre foi o mais desejado. Na Renascença (Séculos XIII a XVII), as mulheres de corpo mais cheio, com quadris grandes e abdomens avantajados eram consideradas ícones de beleza. Nas décadas de 40 e 50, mulheres de seios fartos e corpos curvilíneos eram as mais valorizadas por seu “sex appel”. Com o passar dos anos, a referencia de beleza feminina passou de um corpo com curvas para um corpo magro, muitas vezes, com um aspecto andrógino. Nem sempre a dieta foi o principal meio de se atingir o corpo desejado. Na década de 20, as mulheres usavam faixas para tornar o tórax mais achatado e os seios menos aparentes. Em outras épocas, os espartilhos eram utilizados para reduzir a cintura das mulheres. Atualmente, dietas e exercícios físicos são os principais meios utilizados para a modificação corporal. Estudos epidemiológicos apontam um aumento na incidência dos transtornos alimentares, paralelo à redefinição do ideal de beleza (corpo com curvas para um corpo cada vez mais magro).

Os transtornos alimentares são desordens psicológicas, com múltiplas causas, dentre elas predisposição genética, socioculturais e vulnerabilidade biológica e psicológica.

Entre os fatores que levam as pessoas a desenvolverem transtornos alimentares, destaca-se a história de transtorno alimentar e (ou) transtorno do humor na família, os padrões de interação no ambiente familiar, o contexto sociocultural, caracterizado pela excessiva valorização do corpo magro e traços de personalidade. Os principais indivíduos acometidos por transtornos alimentares são jovens, do sexo feminino, com idades entre 12 e 25 anos, tendo em vista que a adolescência e o início da vida adulta são considerados estágios críticos para possível aumento de risco de insatisfação corporal, devido às mudanças psicológicas, emocionais, cognitivas e pelo aumento da preocupação com a aparência física.

Nas próximas semanas vou falar um pouco sobre Anorexia, Bulimia, Compulsão Alimentar e Vigorexia. Fiquem atentos!













Referências:
MORGAN, Christina M; AZEVEDO, Angélica M.C. Aspectos Sócio –Culturais dos Transtornos Alimentares. Psychiatry on line Brazil, 1998. Disponível em: http://www.polbr.med.br/arquivo/culture.htm. Acesso em: 25 set. 2009.

VITOLO, Márcia R.; BORTOLINI, Gisele A.; HORTA, Rogério L. Prevalência de compulsão alimentar em universitárias de diferentes área de estudo. Rev. Psiquiatr. RS, Porto Alegre, v. 28, n. 1, p. 20 -26, jan./ abr. 2006.

MORGAN, Christina M. et al. Etiologia dos transtornos alimentares: aspectos biológicos, psicológicos e sócio –culturais. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo, v. 3, p. 18 -23, dez. 2002.

BALLONE, G.J. Transtorno da compulsão alimentar periódica. PsiqWeb, 2007. Disponível em http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=394&sec=94. Acesso em: 25 out. 2009.

NEUMARK – SZTAINER, D. et al. Obesity, disordered eating, and eating disorders in a longitudinal study of adolescents: how do dieters fare 5 years later? J. Am. Diet. Assoc., v. 106, n. 4, p. 559 – 568, april. 2006.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Almoço e jantar: fundamentais para os pequenos











Acordar, correr, brincar, estudar, aprender, conversar, aprender mais, brincar mais, alimentar a imaginação, mexer o corpo, aprender de novo, brincar mais ainda... Aos olhos dos adultos, a rotina das crianças pode parecer fácil e tranquila. Porém, esse período da vida exige uma considerável carga de energia e esforço. Pode até ser uma rotina gostosa, mas é cansativa e exigente.

Para que as crianças possam desfrutar desses momentos e para que se desenvolvam corretamente, é fundamental dar atenção a uma alimentação equilibrada, com a presença de todos os tipos de nutrientes nas refeições diárias, tendo como base a Pirâmide Alimentar.

Refeições de base

Para a manutenção de uma rotina alimentar saudável, é preciso atentar às principais refeições do dia - café da manhã, almoço e jantar - que merecem muito cuidado por parte de pais e educadores.

O segredo da boa alimentação está em incluir e combinar todos os nutrientes: carboidratos, proteínas, gorduras, minerais, vitaminas, fibras e água. A regra geral é a de que não existem alimentos proibidos para as crianças, mas quantidades que devem ser controladas. Tudo é uma questão de variar o cardápio e não deixar de fora nenhum tipo de alimento nas principais refeições do dia.

Para isso, é necessário adotar alguns cuidados simples também no almoço e no jantar dos pequenos, lembrando sempre que indicações alimentares individuais só podem ser feitas nutricionistas.

Seguindo as regras gerais, é importante que em pelo menos uma das duas refeições de maior aporte energético-nutricional (almoço e jantar) seja oferecido para as crianças algum tipo de carne (vermelha, peixe, frango), acompanhando os carboidratos (arroz, massas) e as saladas. Ricas fontes de ferro e proteínas, as carnes apresentam contribuições fundamentais no processo de crescimento e manutenção da saúde.

Outra dica é o estabelecimento de um padrão alimentar, com alimentos típicos e habituais da criança e da família. A criação dessa verdadeira "cultura alimentar doméstica" ajuda na maior aceitação dos alimentos e permite aos pais estabelecerem combinações saudáveis dentro da rotina de refeições da casa.

Simplicidade e equilíbrio

Para compor o almoço e o jantar das crianças, os pais devem apostar na simplicidade, que também pode ser bastante nutritiva. Oferecer aos pequenos um prato com arroz, feijão e carne, acompanhado de uma salada de alface e tomate, mais um suco de fruta e uma salada de frutas na sobremesa é o suficiente, em termos gerais, para o fornecimento adequado de nutrientes que essas refeições pedem.

Simplicidade não significa monotonia: diferentes combinações e alimentos ajudam a manter em bons níveis as quantidades de nutrientes oferecidos às crianças.

A criatividade também ajuda a manter os pequenos devidamente alimentados. Montar pratos com aparência divertida, que sejam atraentes aos olhos, pode ser um trunfo para que as crianças não rejeitem os alimentos oferecidos. Da mesma maneira, almoço e jantar devem se transformar em momentos tranqüilos à mesa, de preferência com horários regulares.

Existem alguns cuidados simples que acabam sendo fundamentais para que o almoço e o jantar fiquem ainda mais nutritivos para as crianças. Uma dica é, por exemplo, oferecer frutas como sobremesa, induzindo à ingestão de nutrientes, no lugar das guloseimas açucaradas.

Outras sugestões são: utilizar com moderação açúcares, doces, sal e alimentos ricos em sódio e embutidos, dar preferência ao uso de gorduras encontradas em alguns óleos vegetais (girassol, milho, canola e soja), evitar o consumo excessivo de frituras e cuidar para que os alimentos, além de adequados do ponto de vista nutricional, também atendam às exigências higiênico-sanitárias básicas. Alimentos mal conservados ou preparados de maneira indevida (mal cozidos ou inadequadamente lavados) podem colocar em risco a saúde das crianças.

Não há grandes segredos no preparo das refeições dos pequenos. Respeitando o equilíbrio alimentar, oferecendo alimentos de todos os tipos e cuidando para que o preparo e apresentação dos pratos sejam adequados às crianças, a saúde e o desenvolvimento delas agradecerá.

Para a indicação de cardápios específicos, a dica é procurar um nutricionista. E, após esses cuidados, esteja pronto para curtir os pequenos enquanto eles aproveitam a vida correndo, brincando, aprendendo, crescendo...


Fonte: Site Nestlé

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Meu filho não quer comer. E agora?


Para que seu filho coma de tudo, o ideal é incentivá-lo desde pequeno a comer alimentos de sabores e texturas variados.

É comum ouvir essa queixa vinda dos pais e muitos realmente ficam desesperados ao ver seus filhos recusando todo tipo de alimento. A apreensão é legítima, mas é bom saber que o apetite tende a diminuir dos 3 aos 6 anos de idade, período em que o ritmo de crescimento desacelera, refletindo diretamente no apetite.

A primeira atitude quando as crianças não comem ou só querem saber de beliscos, é procurar o pediatra ou nutricionista para uma avaliação. Na consulta é verificado se há alguma deficiência e analisam-se os hábitos alimentares da criança e da família. Se necessário, o profissional os orienta a fazer uma reeducação alimentar, pois as crianças tendem a imitar quem cuida delas.

Se os pais procuram o nutricionista preocupados em proporcionar aos filhos uma alimentação mais saudável, a primeira coisa a saber é se eles dão o exemplo ou se precisam mudar seus hábitos. Quando as crianças têm até 3 anos, a reeducação é dirigida somente a eles, mas a partir desta idade já se começa a trabalhar também com os pequenos.

O pequeno começa a conhecer novos alimentos a partir dos 6 meses de idade, quando são introduzidas novidades em seu cardápio. Nesta fase é super importante que os pais ofereçam a ele alimentos de sabores e texturas variadas. Assim, quando completar um ano de vida estará apto para comer o mesmo que o restante da família, com pequenas modificações.

Mas se ele se recusa a comer, não é recomendado à utilização de truques para enganá-lo e fazê-lo engolir o que não gosta. O correto é respeitar suas escolhas e orientá-lo a ter hábitos saudáveis. Isso não quer dizer que você não possa dar uma forcinha, convidando os amiguinhos de seu filho para o lanche ou mudando de ambiente. Muitas mães contam que seus filhos comem alimentos na escola que recusam em casa. Isso acontece devido ao ambiente de socialização e à presença de outras crianças comendo.

Se o seu objetivo é acostumar seu filho a se alimentar melhor, o aconselhado é rever sua lista de supermercado, evitando comprar alimentos super salgados ou doces, com pouco ou nenhum valor nutricional. A partir do momento em que a mãe enche o armário de salgadinhos, está estimulando o filho a comer. Nenhum alimento deve ser proibido, mas o consumo precisa ser consciente, mesmo quando a crianças é magrinha. É bom deixar estipulado quantos pacotes de bolachas, por exemplo, ela pode consumir por mês.

Antes de ir ao supermercado faça um acordo com seu filho, estipulando quantos iogurtes, biscoitos, salgadinhos e chocolates ele pode comprar e até quando aquela comprinha deve durar.

Leve seu filho aos sacolões e feiras livres, onde as frutas e legumes são dispostos de forma atrativa e se pode experimentá-las. O resultado é surpreendente porque nestes locais ninguém está forçando nada e, como as crianças são muito curiosas, sempre descobrem uma fruta ou legume diferente.

Nunca se deve chantagear uma criança, obrigando-a a comer em troca de recompensa. Quando os pais dizem que se não comerem arroz, feijão, carne e salada não vão ganhar sobremesa, estão mandando a mensagem de que aqueles alimentos não são bons quanto o doce. Além disso, faz com que os pequenos cresçam acreditando que açúcar é recompensa para tudo. Na vida adulta, sempre que perderem alguma coisa ou ficar triste, vão correr para o pote de doce.

Outros fatores importantes são: não colocar a TV na sala de jantar, para não distrair a criança na hora das refeições e sempre que possível reunir a família à mesa em clima de alegria. É importante a mãe oferecer os alimentos dizendo o quanto são gostosos e comer junto com a criança. Além disso, procure oferecer saladas, sanduíches, tortas e bolos em formatos divertidos e coloridos que contenham verduras, legumes e frutas, procurando sempre variar os alimentos durante as refeições.

Fonte: Site Nestlé

sábado, 18 de setembro de 2010

57% dos adultos gaúchos estão acima do peso

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde indica que o Rio Grande do Sul ocupa o primeiro lugar no ranking nacional do excesso de peso. Conforme dados coletados ao longo do ano passado pelo sistema informatizado de monitoramento das condições alimentares da população, 57,8% dos gaúchos com idade entre 20 e 60 anos estavam acima do peso recomendado para a altura.
Os números do Sisvan são coletados entre a população atendida em unidades básicas de saúde de todo o país. Os profissionais de saúde registram as informações de peso e altura e repassam os dados para as prefeituras, que abastecem o sistema nacional capaz de emitir relatórios com base em critérios como faixa etária e região do país. No ano passado, foram lançados no Sisvan informações sobre 178,6 mil gaúchos - dos quais 31,8% estavam com sobrepeso, e 26% já eram considerados obesos (índice de massa corporal mais elevado).
Como famílias de maior poder aquisitivo costumam procurar atendimento na rede particular, acredita-se que a situação real pode ser ainda mais grave. Diferenças no padrão de alimentação dos gaúchos em relação ao resto do país podem ajudar a explicar esse desempenho.
Conforme dados de uma pesquisa do IBGE com dados referentes ao período 2002/2003 (último período disponível), os gaúchos consumiam ao longo de um ano 42 quilos de cereais e leguminosas - classes de produtos considerados saudáveis e que incluem o tradicional feijão com arroz. Essa quantidade deixa os gaúchos em um acanhado 15º lugar no ranking dos Estados e seis quilos abaixo da média do país.
Campeões na hora dos doces
Em compensação, a mesma tabela indica que o Rio Grande do Sul fica na primeira posição do ranking de consumo de doces e produtos de confeitaria, com 3,8 quilos, e de ingestão de refrigerantes, com 38,9 litros.
- Na última década, aumentou muito o consumo como biscoitos, balas. Além disso, temos uma ascendência das classes C e D, que passaram a consumir mais produtos industrializados e calóricos - avalia o professor do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Julio Alberto Nitzke.
Conforme o coordenador da Política de Alimentação e Nutrição da Secretaria Estadual da Saúde, Paulo Henkin, o Estado procura monitorar o nível de sobrepeso da população e propor ações de educação alimentar por meio das 19 coordenadorias regionais de saúde a fim de evitar uma epidemia calórica.


Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Alimentação no Final de Semana













Seu lema é “segunda eu recomeço?”
Aproveite o final de semana para buscar mais equilíbrio para a sua vida. Planeje um sábado e domingo mais esportivo: uma caminhada, corrida no parque, nadar na piscina do prédio ou do clube. Se receber amigos, invista em preparações com ingredientes nutritivos; se comer fora, procure indicações de restaurantes naturais ou que tenham opções de pratos servidos em porções individuais, mas não esqueça de incluir vegetais preparados de forma saborosa!

Já se ouviu falando: “já que eu comi isso, vou comer aquilo também! É final de semana mesmo....”?
Dessa forma você apenas somou calorias! Reveze os alimentos divertidos: se hoje foi dia de pizza, deixe o doce para o domingo!

E nos longos encontros: churrasco com os amigos, almoço de família? Está tudo perdido?

Estes encontros costumam durar horas ao redor de comida. Economize nas entradinhas ao investir em vegetais e estabeleça um horário para comer a refeição principal. Procure fazer seu prato com saladas e depois um prato quente com porções menores das preparações deliciosas que você escolher! Evite voltar a mesa e repetir!

E se o dia já começa com um super café da manhã? É só continuar a comer, comer, comer?
Após um super café da manhã é provável que um almoço mais tardio seja inevitável. Mas cuidado para não ficar muito tempo em jejum e comer em excesso mais tarde.

Os lanchinhos de intervalo estão presentes durante a semana, mas costumam sumir no fim de semana?
No fim de semana os horário são diferentes dos habituais da semana. Para evitar um cardápio com excesso de calorias, combine a distribuição calórica das refeições. Priorize frutas e vegetais em pelo menos duas refeições do dia.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Perigo das consultas com nutricionistas on -line

Basta abrir o navegador em um site de busca e digitar a palavra "dieta" para se deparar com aproximadamente 28 milhões de resultados. Quando pesquisamos por consultas com nutricionistas, encontramos 2,12 milhões de resultados. Algumas das páginas são meramente publicitárias, com anúncios de produtos que prometem um emagrecimento fácil e rápido, mas também é comum encontrarmos dietas prontas e ofertas de consultas com nutricionistas pela internet.

O Código de Ética do Nutricionista, definido pela resolução CFN nº334/ 04, veda, no artigo 7º, inciso XVII, a conduta. O texto é claro: é vedado "realizar consultas e diagnósticos nutricionais, bem como prescrição dietética, através da internet ou qualquer outro meio de comunicação que configure atendimento não presencial".

Mesmo com essa determinação, ainda é possível encontrar na web nutricionistas que fazem consultas on - line. É preciso estar sempre atento às determinações do Código de Ética. No documento as consultas são entendidas como assistência em ambulatório, consultório e domicílio. O diagnóstico nutricional só pode ser elaborado a partir de dados clínicos, bioquímicos, antropométricos e dietéticos, de modo que a prescrição dietética só pode ser elaborada com base nas diretrizes estabelecidas no diagnóstico nutricional.

Uma consulta feita pela internet, sem que o diagnóstico nutricional do paciente seja levado em conta, pode ser prejudicial para a saúde. Cada pessoa tem necessidades específicas e não existe dieta padrão. Nesses casos, fica o alerta por conta de patologias que muitas vezes nem o próprio paciente sabe que possui e que podem ser descobertas com exame, ou agravadas com a falta dele. É importante considerar ainda o preceito ético desse assunto, pois, agindo dessa forma, o profissional coloca em risco a saúde da população.

O juramento oficial dos nutricionistas é explícito: a profissão deve ser exercida com dignidade e eficiência, com o uso da ciência da nutrição em benefício da saúde da pessoa, sem discriminações de qualquer natureza -e ainda com a promessa de ser fiel aos princípios da moral e da ética.

FONTE: Revista do Conselho Federal de Nutricionistas nº 31, ano VII maio –agosto/ 2010, pág 22.

Sugestões e dúvidas!

Olá Leitores do blog!!

Você tem alguma dúvida ou curiosidade sobre alimentação? Gostaria de ler sobre algum tema? Então deixe a sua sugestão nos comentários deste post que em breve irei escrever sobre o assunto sugerido por você!

Fico no aguardo!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

10 motivos para procurar um Nutricionista












1) Profissional que pode prescrever dieta;

2) Comendo bem você melhora o seu desempenho nos estudos e trabalho;

3) Com um plano alimentar adequado, é mais fácil manter o peso adequado;

4) Determinados alimentos promovem melhora na performance de praticantes de atividade física;

5) Uma alimentação balanceada deixa a pessoa mais bonita. Melhora pele, cabelos e humor;

6) Ter sugestão de receitas e cardápios saudáveis e saborosos;

7) Através da alimentação correta é possível prevenir e controlar doenças como diabetes e hipertensão;

8) Orientação na compra de alimentos que beneficiem toda a família;

9) Ensina como controlar a qualidade/ higiene dos alimentos;

10) Comendo bem você ganha qualidade de vida e bem –estar.

sábado, 4 de setembro de 2010

Pequenos na cozinha












Ajudar a preparar sua própria comidinha ajuda as crianças a aprenderem a comer de forma mais saudável


Crianças aprendem observando e imitando os adultos. Quando se trata de comida, não é diferente. Os pequenos escolhem os alimentos que vêem os pais, irmãos e babás colocando em seus pratos e rejeitando os que não conhecem. Por isso, se você deseja que seu filho tenha uma alimentação saudável, precisa dar o exemplo. E se na sua casa o cardápio não valoriza frutas, legumes e verduras, é hora de repensar os hábitos da família.

Uma das maneiras de fazer os baixinhos comerem melhor é estimulá-los a participar da escolha e do preparo dos pratos. Ao fazer isso, eles acabam conhecendo e experimentando uma maior variedade de ingredientes e não se assustam ao encontrá-los nas travessas.

Com crianças menores de 6 anos, opte por preparações que não necessitem do uso de faca e do fogo, pelo menos na fase em que eles vão ajudar. Exemplos: vitaminas de frutas e leite, frutas amassadas, salada de frutas (neste caso pique-as antes e deixe que eles façam as misturas) e sanduíches naturais de queijo ou requeijão com cenoura ralada. Você também deve mostrar como devem ser lavados os legumes e as frutas.

Até os 10 anos de idade é bom manter as crianças o mais longe possível do fogo, mesmo que seja apenas para mexer uma panela. Depois disso, sempre com você ao lado, já podem começar a avançar também nessa área.


Na hora das compras, convide a garotada!

Outra atividade importante - e que muitas vezes não é levada em consideração - é o momento de comprar os alimentos. Tanto faz se você vai ao supermercado, à feira ou ao sacolão: procure fazer isso com calma e na companhia dos pequenos.

Como são muito curiosas, a variedade de cheiros, formatos, texturas e cores chamará sua atenção e as crianças têm a chance de se interessar por frutas, legumes e verduras que muitas vezes ainda não conhecem ou só viram "transformadas" em seu prato.

Ao fazer isso com frequência, aumentam as chances de os filhos experimentarem maior quantidade de novos alimentos.

Para completar, chame a galerinha para ajudar na hora de colocar a mesa. Sempre que possível, reúna toda a família para as refeições.

Sentar-se à mesa é um momento de união, em que se criam laços entre pais e filhos. Se os pais não conseguem fazer isso diariamente, precisam reservar pelo menos dois dias da semana. Além de demonstrar atenção, sinaliza a importância que a família dá à alimentação.

Bom apetite!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dia do Nutricionista!

Amanhã, dia 31 de agosto é comemorado o Dia do Nutricionista.

O Nutricionista é um profissional da área da saúde que tem o alimento como o seu principal instrumento de trabalho, atuando em diversas áreas, como: alimentação coletiva, nutrição clínica, saúde coletiva, docência, industria de alimentos, nutrição em esportes e marketing na área de alimentação e nutrição. Em todas estas áreas ainda há algumas subdivisões, o que mostra o quanto é amplo o nosso campo de atuação.

Ao Nutricionista cabe, através da alimentação, a promoção, manutenção ou recuperação da saúde e prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautado em princípios éticos.

Com tantas informações em todos os meios de comunicação sobre alimentação, muitas pessoas questionam qual a real necessidade de marcar uma consulta com um Nutricionista. Vale lembrar que as informações passadas na mídia, inclusive nesse blog, são informações gerais, a fim de estimular a população a adotar um estilo de vida mais saudável. O Nutricionista avalia o paciente como um todo e o auxilia na busca de seus objetivos e melhora da alimentação através de um plano alimentar individualizado e orientações específicas, oferecendo ao paciente todo apoio que ele precisa para mudar o seu comportamento alimentar.

Aos Nutricionistas, deixo a seguinte mensagem: estudem bastante, nunca deixem de se atualizar. Trabalhem com ética e respeito às individualidades humanas. Sejamos persistentes no trabalho e naquilo que acreditamos. Assim, a classe será cada vez mais valorizada e nosso trabalho reconhecido como essencial.

E um Parabéns especial para mim, pelo meu 1º ano como Nutricionista de fato e direito! hehe

"Prometo que, ao exercer a profissão de nutricionista, o farei com dignidade e eficiência, valendo-me da ciência da nutrição, em benefício da saúde da pessoa, sem discriminação de qualquer natureza. Prometo, ainda, que serei fiel aos princípios da moral e da ética. Ao cumprir este juramento com dedicação, desejo ser merecedor dos louros que a profissão proporciona." -Juramento do Nutricionista



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Brasileiro está mais gordo, de acordo com nova pesquisa do IBGE

Como foi vinculado em vários meios de comunicação hoje, resolvi reproduzir a matéria aqui no blog também!

"Pesquisa mostra que obesidade entre homens é maior que entre mulheres"

A população brasileira está ficando mais gorda, em velocidade acelerada. O excesso de peso já atinge metade da população adulta; uma em cada três crianças (de 5 a 9 anos); e um quinto dos adolescentes no País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o instituto divulgou o levantamento Antropometria - Estado Nutricional de Crianças, Adolescentes e Adultos no Brasil - da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009.

Para o levantamento, foram entrevistadas 188.461 pessoas, sendo 93.175 homens e 95.286 mulheres, entre maio de 2008 e maio de 2009. A população acima do peso está espalhada em todas as regiões, com leve prevalência no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O problema atingiu cerca de metade dos adultos em todas as regiões, com destaque para o Sul (56,8% dos homens, 51,6% das mulheres) e Sudeste (52,4 e 48,5% para homens e mulheres respectivamente). Os menores índices de sobrepeso para homens estão no Nordeste (42,9%) e, para mulheres, no Centro-Oeste (45,6%). Entre as mulheres, a obesidade atingia quase um quinto das mulheres no Sul (19,2%) e a participação dos obesas nas populações das regiões só esteve abaixo dos 10% para as moradoras do Nordeste (9,9%).

Ainda segundo o levantamento, o aumento de peso em adolescentes de 10 a 19 anos foi contínuo nos últimos 34 anos, e foi mais freqüente em áreas urbanas do que em rurais, em ambos os sexos.

O IBGE informou ainda que, na população de 20 anos ou mais, o sobrepeso no sexo masculino saltou de 18,5% em 1974-1975 para 50,1% em 2008-2009. No sexo feminino, o avanço foi menos intenso, e a participação saltou 28,7% para 48%, no mesmo período.

Embora o instituto tenha detectado pessoas com excesso de peso em todas as faixas de renda, entre os homens a concentração de pessoas mais obesas é maior no grupo dos 20% mais ricos, entrevistados para a análise. Entre os homens adultos, 61,8% dos 20% mais ricos estavam acima do peso, ante 36,9% no grupo dos 20% com menor rendimento. No caso das mulheres, as proporções ficaram em 47,4% e 45%, nos grupos das 20% mais ricas e das 20% mais pobres, respectivamente. Entretanto, a obesidade atingia quase um quarto (23,6%) das crianças do sexo masculino de maior renda - sendo que alcançava 10,8% das crianças em faixa de renda menos elevada.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ações do Conselho Federal de Nutricionistas pelo dia do Nutricionista (31/08).

Dia do Nutricionista

O CFN (Conselho Federal de Nutricionistas) lançou nesta quarta –feira (25/08) o hotsite www.falanutricionista.com.br, como parte das ações como comemoração ao Dia do Nutricionista – 31 de agosto. Neste endereço serão exibidos cinco vídeos, onde o apresentador Rafael Cury levará aos ouvintes questões relacionadas à atuação do Nutricionista e a relevância do Direito Humano à Alimentação Adequada. O hotsite ficará no ar durante 30 dias.

Para completar as ações, o CFN promoverá um Chat dentro do site www.cfn.gov.br, no dia 31 de agosto. Na ocasião, as pessoas terão a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre alimentação e nutrição com um Nutricionista.





terça-feira, 24 de agosto de 2010

Hora de comer não é para brincadeira

Durante as refeições é preciso deixar de fora os brinquedos, desligar a televisão e o computador e tornar a mesa um ambiente mais divertido.


Os horários das refeições infantis precisam seguir uma rotina e devem ser momentos de prazer, mas não de brincadeira. Por isso, na hora de comer, nada de brinquedos à mesa, revistinhas ou outras distrações, como televisão ou computador.

Estas medidas são importantes para fazer a criança começar a aprender que cada momento exige um tipo de comportamento e que há hora para tudo: brincar, dormir, estudar, tomar banho, escovar os dentes e, claro, se alimentar.

Além de ajudar o pequeno a perceber limites e regras, as refeições são oportunidades importantes para ensiná-lo a apreciar os alimentos com seus diferentes sabores, cheiros, formatos e texturas.

Quando a atenção durante o almoço ou jantar está voltada para o programa na televisão, os jogos no computador ou o bate papo virtual, a criança não se concentra na alimentação. Ela não presta atenção ao sabor e à aparência e não se dá conta quando é hora de parar. Resultado: come mais do que o necessário, o que pode levar ao aumento de peso.

Muitos pais, porém, alegam que os filhos só comem quando são distraídos pelas imagens ou por brincadeiras. Pode ser até que eles realmente "engulam" o que foi colocado no prato, mas as conseqüências de usar destes métodos não são saudáveis.

Ao se distrair, a criança tem dificuldade em associar os alimentos ao sabor e ficará dependente do artifício: o brinquedo, a televisão, o computador, a revista ou do adulto que fica fazendo gracinhas.

Para tornar as refeições mais divertidas, é preciso oferecer ingredientes coloridos e com sabores variados. Fazendo isso não será necessário distraí-la com outros objetos, pois a refeição será gostosa e prenderá sua atenção.

Outra dica é substituir os brinquedos por talheres, copos e pratinhos divertidos e coloridos. Também é importante que as refeições sejam feitas em família. Se não for possível almoçar e jantar com os filhos todos os dias, reserve pelo menos um dos horários para o encontro.

Estes momentos são importantes para fortalecer os laços e conversar sobre temas referentes ao grupo. E mais: durante a refeição, a criança observa que os outros comem o mesmo que ela e, como costuma imitar o comportamento dos adultos e gosta de experimentar o que eles estão comendo, é uma forma de estimulá-la a descobrir novos sabores. Por isso é importante servir alimentos saudáveis que todos possam consumir.













Fonte: SITE NESTLÉ

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Diet X Light








Ao fazer compras no supermercado você se depara com uma variedade imensa de produtos tanto diet quando light, mas você conhece realmente a diferença desses alimentos para os alimentos tradicionais?

Diet

Um alimento é considerado diet quando ele é isento ou apresenta até 0,5g de algum nutriente por 100g ou 100ml de alimento. Um alimento pode ser considerado diet por apresentar valores reduzidos de: açúcar, gordura, sódio, ou ser isento de proteína. São alimentos destinados a pessoas com alguma doença específica, como diabetes, hipertensão, dislipidemia, insuficiência renal, etc., não havendo necessidade de ser consumido pela população sadia. Muitas pessoas acabam comprando estes alimentos por acharem que eles são baixos em calorias, o que geralmente não é o real. Por exemplo, o chocolate diet: uma barra de 30g apresenta 11g de gorduras totais enquanto que a mesma barra de um chocolate não diet apresenta 7g de gordura.

Light:
Os alimentos light apresentam uma redução mínima de 25% de algum nutriente (açúcar, sódio, gordura) ou 25% de redução calórica quando comparado ao alimento tradicional. É indicado para pessoas com restrição calórica ou de algum nutriente. No entanto, não necessariamente uma pessoa em dieta precisa substituir todos os alimentos consumidos pela versão light. Isto vai da orientação do Nutricionista.

A quantidade do alimento consumido não deve ser aumentada por se tratar de um alimento que apresenta baixas calorias. Frequentemente ocorre o erro de ingerir o dobro do habitual por ser um alimento diet ou light, mas, dificilmente, há a redução de 50% das calorias nesses alimentos.

É sempre bom ver os rótulos dos alimentos para identificar se a versão light apresenta uma redução considerável de calorias, pois, muitas vezes, o valor calórico de um alimento light é similar a de um alimento tradicional, porém, com um preço mais elevado!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Última receita antioxidante

Bem, vou postar a última receita com alimentos antioxidantes!
Esperam que tenham gostado!

Vitamina antioxidante

Ingredientes:
1 pêra média
10 morangos maduros
1 copo cheio de leite de soja sabor banana

Modo de preparo:
Lavar bem as frutas e liquidificar junto com o leite de soja gelado. Servir logo após liquidificar.

Valor calórico: 125 kcal


Alimento antioxidante utilizado:

Pêra, morango e leite de soja

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Receita antioxidante V

Pão antioxidante

Ingredientes:
4 xícaras de farinha integral
2 xícaras de farinha de trigo branca
3 col sopa de óleo de canola
1 col sopa de fermento seco
2 ½ xícara de água morna
2 col sopa de açúcar mascavo
½ xícara de aveia
2 col sopa de gergelim
2 col sopa de linhaça

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes secos e o óleo e vá adicionando a água aos poucos até que a massa desgrude das mãos. Cubra bem e deixe a massa crescer até ficar fofa (45 minutos). Corte a massa ao meio e modele os pães. Unte a forma, coloque a massa dentro e leve ao forno médio por 45 minutos.

Valor calórico:
133 kcal por fatia de 30g
Rendimento: 2 pães

Alimento antioxidante utilizado:
Aveia em flocos e semente de linhaça.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Receita antioxidante IV

Papaia Funcional

Ingredientes
1 copo de iogurte natural desnatado (200 ml)
1 copo de leite de soja sabor coco
½ mamão papaia
1 col chá de mel
1 col sopa de uva passa
1 goiaba para calda
adoçante de forno para a calda

Modo de preparo:
Misturar o iogurte, leite de soja sabor coco, mamão e mel no liquidificador. Bater por 1 minuto. Colocar em taças. Salpicar uvas passas. Fazer calda com goiaba picada e adoçante de forno até atingir ponto de calda. Colocar sobre.

Valor nutricional: 188 kcal/ porção
Rendimento: 2 porções

Alimento antioxidante utilizado:
Mamão,mel,uva passa, goiaba, soja, iogurte.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

As crianças e o colesterol

Com o aumento do número de crianças obesas, elas também passaram a sofrer de problemas "adultos" como colesterol alto.

Há algumas décadas, temas como a obesidade ou elevação das taxas de colesterol costumava estar relacionado apenas ao mundo adulto. Porém, diante do aumento considerável de casos de crianças obesas e com altos níveis de colesterol no sangue, esse quadro mudou.

Atualmente, no mundo inteiro, discute-se a necessidade de instituir medidas para evitar que esses males afetem a saúde dos pequenos. A boa notícia é que está ao seu alcance tentar vencer essa batalha: para começar, é fundamental mudar alguns comportamentos adotados dentro de sua casa.

As principais razões para a elevação das taxas de colesterol das crianças são os maus hábitos alimentares, a falta de uma rotina de horários para se fazer às refeições e o sedentarismo. Crianças que não têm atividades físicas regulares, que consomem grandes quantidades de guloseimas supercalóricas e não possuem hora certa para sentar-se à mesa têm chances maiores de apresentar este problema.

Além destes casos, existem também algumas que sofrem com colesterol alto devido a problemas endócrinos (hormonais), de origem genética. Todas, no entanto, necessitam de reeducação alimentar, praticar atividades físicas regulares e receber um acompanhamento médico.

E, para começar, é preciso avaliar a despensa e a geladeira da família, pois as crianças vêem os pais, irmãos, avós e "cuidadores" como seus grandes exemplos e tendem a "copiar" seus comportamentos, inclusive os hábitos alimentares. Elas também desenvolvem o paladar experimentando os alimentos disponíveis dentro de casa.

Deve-se evitar oferecer diariamente guloseimas como doces, balas, frituras ou refrigerantes. Não é necessário excluir estes itens das compras, mas restringir a freqüência com que são consumidos e a quantidade.

Por outro lado, é preciso aumentar a ingestão de frutas, legumes, verduras e cereais integrais, que são ricos em nutrientes e fibras, que também colaboram para o controle do colesterol.

Outra dica é que os pais evitem oferecer produtos desnatados ou diet, a menos que a criança seja diabética. Na maioria dos casos, não indicamos grande restrição calórica, pois as crianças estão em fase de crescimento e precisam de reserva energética. O melhor é incentivar o consumo de alimentos saudáveis e mudar os hábitos delas.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Receita antioxidante III

Patê antioxidante

Ingredientes

1 berinjela grande
1 cebola pequena
¼ de pimentão amarelo e vermelho
2 col sopa de sálvia e orégano
10 azeitonas verdes sem caroço
3 col sopa de azeite de oliva

Modo de preparo:
Colocar a berinjela cortada em cubos num refratário, adicionar 3 col de sopa de água, tampar e cozinhar no micro –ondas por 10 minutos, na potência alta. Picar a cebola e cortar o pimentão em tiras. Adicionar a cebola e o pimentão à berinjela cozida, voltar para o micro-ondas e cozinhar por mais 3 minutos. Escorrer o excesso de água, amassar a berinjela levemente, adicionar as azeitonas picadas e temperos. Temperar com azeite de oliva.

Valor calórico por porção: 24kcal
Rendimento: 20 col sopa

Alimentos antioxidante utilizado:
Berinjela, pimentão amarelo, cebola, salsa.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Cuidando do mastigar das crianças

O processo de mastigação das crianças merece cuidado, especialmente durante a 1º infância.

Além de pensar nos nutrientes do cardápio dos pequenos, pais e educadores precisam se preocupar com outro quesito fundamental para o bom desenvolvimento das crianças: a consistência dos alimentos oferecidos a elas.

Alimentos líquidos, pastosos e sólidos devem ser introduzidos na alimentação da garotada levando em conta a sua fase de crescimento.

"Os bebês começam se alimentando do leite, que é líquido. Conforme vão se desenvolvendo, passam aos alimentos pastosos e depois começam com os sólidos. Cada uma das etapas tem uma função na formação da estrutura física que, mais tarde, será utilizada também para a fala", explica a fonoaudióloga Zelita Caldeira Ferreira Guedes.


Cada fase, uma consistência.

A mastigação funciona como uma espécie de exercício para a língua e para a musculatura da face, que está em franco processo de desenvolvimento. Portanto, é preciso cuidar para que a prevalência dos alimentos pastosos não se prolongue além do necessário, para não prejudicar ou retardar esse processo.

"Com o nascimento dos primeiros dentes, alguns profissionais indicam a inserção de alimentos um pouco mais duros na alimentação das crianças. A mastigação desses alimentos ajudará também no rompimento da gengiva, quando os próximos dentinhos nascerem", diz a fonoaudióloga.

A partir dessas primeiras ofertas de alimentos sólidos, gradualmente, outros alimentos com a mesma consistência devem ser dados à criança. Esse estímulo ajuda a evitar o surgimento de problemas na mastigação e na fala.

"Todo o aparelho fisiológico usado para a mastigação - musculatura facial, língua, etc. - será usado também para a fala. É possível perceber, por exemplo, que as crianças geralmente começam a falar quando nascem os primeiros dentes. Este é o momento em que toda essa estrutura já ganhou maturidade através do exercício da mastigação, que permite a articulação dos primeiros sons", afirma a especialista.


No dia-a-dia

A atenção de pais e educadores não deve se encerrar no momento em que os alimentos sólidos já estão inseridos na dieta dos pequenos. É necessário atentar para que o exercício da mastigação continue existindo mesmo quando a criança já completou esse primeiro ciclo de desenvolvimento.

Para permitir o fortalecimento da estrutura da mastigação da criançada, variedade é a palavra de ordem: ofereça pratos saborosos, nutritivos e que contenham também alimentos de consistências variadas.


Fonte: Site da Nestlé

domingo, 8 de agosto de 2010

Receita antioxidante II

Salada verde

Ingredientes:
10 ramos de rúcula rasgadas
2 ramos de brócolis picado
1 abacate médio cortado em cubos
1 maço de cebolinha em rodelas
1 maçã verde picada
1 col sopa de azeite de oliva extra virgem
suco de 1 limão siciliano

Modo de preparo:
Em uma tigela coloque as folhas de rúcula e o brócolis. Espalhe os cubos de abacate, junte a maçã verde e a cebolinha. Á parte, misture o azeite e o suco de limão. Coloque sobre a salada e sirva.

Alimento antioxidante utilizado:
Abacate, cebolinha, maçã verde, azeite de oliva, brócolis e limão.

Rendimento: 2 porções

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Receita antioxidante I

Arroz com vegetais antioxidantes

Ingredientes:

1 xícara de arroz integral
2 ½ xícaras de água
½ cebola média picada
1 xícara de brócolis picado
½ xícara de cenoura em cubos
5 castanhas do Pará picadas
azeite de oliva
sal à gosto

Modo de preparo:
Refogue ligeiramente a cebola em uma colher de sobremesa de azeite de oliva. Acrescente o arroz, a água e o sal, deixando cozinhar em fogo alto por cerca de 15 minutos. Quando o arroz estiver quase pronto, acrescente o brócolis e a cenoura em cubos em cima do arroz sem mexer. Baixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar os vegetais no vapor por aproximadamente 4 minutos. Para terminar, despeje em um refratário de vidro, acrescente as castanhas do Pará picadas, os temperos verdes e regue com 2 colheres de sobremesa de azeite de oliva. Sirva em seguida.

Alimento antioxidante utilizado:
- cenoura, brócolis: betacaroteno (antioxidante natural).
- castanha do Pará: potente antioxidante (selênio e vitamina E).

Informação Nutricional: 112 kcal por porção
Rendimento: 4 porções.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Alimentos antioxidantes na dieta

Mais de 95% do oxigênio consumido pelo nosso organismo é utilizado para a produção de energia. O restante da produção acaba formando radicais livres, que são tóxicos.

A exposição contínua de poluentes, o estresse, exercício físico em excesso, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, exposição ao sol, uso de medicamentos e alimentação inadequada com o consumo constante de alimentos com agrotóxicos e aditivos químicos também aumentam significativamente a produção de radicais livres no nosso corpo.

Essa exposição faz com que o organismo fique mais suscetível a diversas situações como estar mais propenso ao desenvolvimento de câncer, o aceleramento de doenças cardiovasculares, complicações do diabetes e o aceleramento do processo de envelhecimento.

Para combater os radicais livres é necessário ter uma alimentação equilibrada, saudável e a mais natural possível e rica em alimentos antioxidantes.

Nutrientes antioxidantes e suas fontes:
Vitamina A: Abóbora, batata doce, brócolis, cenoura, damasco seco, melão, carnes.

Vitamina C: Frutas cítricas e vegetais verdes, como acerola, brócolis, caju, couve, kiwi, laranja, lima, limão, morango e tomate.

Vitamina E: Gérmen de trigo, amêndoas, castanhas –do –pará, gemas, legumes, vegetais folhosos e óleos de algodão, arroz, girassol, milho e soja.

Bioflavonóides: Frutas cítricas e uvas vermelhas ou escuras.

Catequinas: Chá verde, morango e uva.

Isoflavonas: Soja

Carotenóides: LICOPENO: tomate BETACAROTENO: cores alaranjadas.

Selênio: Aves, carnes, frutos do mar, fígado e castanha – do –pará

Zinco: Carnes, cereais integrais, frutos do mar, leite e nozes.













Nos próximos post vou passar para vocês diversas receitas ricas em alimentos antioxidantes. Aguardem !!

FONTE: Strutzel et al. Análise dos fatores de risco para o envelhecimento da pele: aspectos gerais e nuticionais. Rev Bras Nutr Clin 2007; 22 (2): 139-45

domingo, 1 de agosto de 2010

1º de agosto: Dia Mundial da Amamentação











A amamentação exclusiva (onde ao bebê é oferecido apenas leite materno, sem chás ou água) é o alimento ideal para o bebê até o 6º mês de vida.

48 motivos para amamentar:
1. fortalece a união entre a mãe e o bebê;
2. satisfaz as necessidades emocionais do bebê;
3. promove uma perfeita nutrição infantil;
4. mães que amamentam tem menos risco de desenvolver câncer de mama;
5. bebês do sexo feminino que não são amamentadas têm maior risco de desenvolver câncer de mama na vida adulta;
6. o bebê, ao mamar no peito, contribui com a diminuição do útero da mãe;
7. a amamentação previne hemorragia pós -parto;
8. a amamentação faz com que a mãe perca peso mais rápido após o nascimento do bebê;
9. outros leites aumentam o risco da criança desenvolver Diabetes tipo I;
10. mães que não amamentam tem maiores riscos de desenvolver câncer de ovário;
11. o risco de desenvolver câncer de endométrio é maior em mães que não amamentam;
12. o leite materno diminui as chances do bebe desenvolver asma;
13. o leite materno protege o bebê contra diarréia;
14. contra a meningite bacteriana;
15. contra infecções respiratórias;
16. contra problemas de visão;
17. a amamentação diminui o risco do bebê desenvolver osteoporose na fase adulta;
18. bebês alimentados com leite em pó tem maior risco de serem obesos na vida adulta;
19. a amamentação diminui a falta da mãe ao trabalho por motivo de doença do filho;
20. vacinas aplicadas em bebês que são amamentados são mais eficazes e eles melhoram mais rapidamente de doenças;
21. amamentar é mais fácil do que preparar mamadeira;
22. o leite materno é gratuito;
23. o leite em pó custa caro;
24. o leite materno tem a proporção ideal de gorduras, carboidrato e proteínas;
25. o leite materno é um tranqüilizante natural para o bebê;
26. e para a mãe;
27. o leite materno é mais saboroso do que o leite em pó;
28. bebês amamentados são muito mais saudáveis do que os outros;
29. tem menor risco de morrer antes dos 3 anos de vida;
30. exigem menos visitas ao médico;
31. leite materno tem água suficiente para o bebê;
32. o leite humano é feito para bebês humanos;
33. o leite de vaca é feito para alimentar o bezerro;
34. o leite materno é um anestésico natural para o bebê;
35. a mãe que amamenta dorme mais, porque não precisa preparar e esquentar a mamadeira do filho;
36. o bebê também dorme mais, porque não precisa ficar esperando o preparo da mamadeira;
37. o pai também acaba dormindo mais;
38. o leite materno contém células vivas, hormônios, enzimas ativas, imunoglobulinas e componentes impossíveis de se fabricar;
39. não é preciso se preocupar com água contaminada quando se amamenta;
40. nos bebês, o ato de sugar é importante para o desenvolvimento da mandíbula. Quanto maior o tempo de amamentação, melhor;
41. a mamadeira com açúcar é causadora de cáries precoces;
42. a amamentação proporciona um melhor desenvolvimento da fala;
43. bebês amamentados tem um melhor desenvolvimento psicomotor;
44. um melhor desenvolvimento social;
45. o aleitamento materno protege contra infecções e alergias;
46. crianças amamentadas tem maior facilidade de aceitar novos alimentos;
47. a mãe que amamenta tem suas reservas de ferro aumentadas;
48. reduz o risco da mulher desenvolver depressão pós –parto;

“ O leite humano é muito mais do que uma fonte de nutrientes, é uma substância viva de grande complexidade biológica,

... por isso: AMAMENTE!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Alimentação na 3º idade








Envelhecimento:
O envelhecimento representa as perdas na função normal que ocorrem após a maturação sexual e continuam até a longevidade máxima (Hayfick, 1997). No entanto, envelhecimento não é sinônimo de incapacidade, dependência e morte. Incapacidade, dependência e morte decorrem de doenças (Y Moriguchi, 2001).

Metabolismo:
Com o passar dos anos, o nosso metabolismo desacelera. Acredita-se que haja um declínio de 3 a 4% a cada década de vida após os 40 anos para homens e após os 50 anos para mulheres. Com o passar dos anos, nossa composição corporal também muda. Passamos a ter mais massa gorda (gordura) do que massa magra (músculos). A massa magra é responsável pelo maior gasto de energia no organismo.

O envelhecimento é acompanhado de um declínio das funções orgânicas. As mudanças no paladar e olfato geralmente se manifestam por menor sensação de sabor e pela diminuição das terminações nervosas destes sentidos. Os problemas orais como a falta ou enfraquecimento dos dentes também influencia na ingestão alimentar.

Para o idoso se alimentar melhor é necessário que ele tenha um ambiente agradável para fazer as refeições. Os alimentos devem ser servidos de maneira atrativa. As cores, as texturas e os condimentos devem ser trocados constantemente. Também é importante que o idoso tenha companhia na hora de se alimentar, pois isso o estimula a comer mais alimentos.

No geral, a alimentação do idoso deve ser a mais variada possível, para lhe garantir o aporte adequado de todas as vitaminas e minerais, muito importantes por combater os radicais livres e atenuarem alguns processos de envelhecimento.

O idoso deve manter um peso saudável para evitar riscos de desenvolver pressão alta, doenças cardíacas, diabetes e certos tipos de câncer. Ter uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol reduz os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. O idoso deve ingerir açúcar e doces com moderação, pois são ricos em calorias e pobre em nutrientes. O consumo de sal deve ser moderado, para diminuir as chances de desenvolver hipertensão. O idoso também deve tomar bastante água para evitar a desidratação. O consumo de alimentos ricos em fibras deve ser aumentado, pois, com o avanço da idade há uma diminuição da motilidade intestinal e é comum os iodos apresentarem constipação.

Para manter a saúde, também é importante que o idoso pratique atividade física (com supervisão de um Educador Físico). O exercício aumenta a força dos músculos cardiovasculares e respiratórios, altera positivamente a composição corporal e os níveis de lipoproteínas no sangue. Alterações metabólicas, como o aumento do glicogênio muscular, uma maior sensibilidade dos tecidos a ação da insulina e uma melhora da habilidade de metabolizar a glicose do sangue, são outros benefícios da pratica de atividade física por idosos.










E hoje, 26 de julho, é dia dos Avós!! Parabéns a todos!! E lembrem-se: cuidar da alimentação traz benefícios em todas as fases da vida!

sábado, 24 de julho de 2010

Foi indicado!

Este modesto blog foi indicado para ser visitado pelo Blog Culturifique.

Olhem só a postagem no link abaixo:

http://culturifique.blogspot.com/

Legal né?


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Super Size Me


Hoje vim aqui recomendar a vocês um filme. Filme? O blog não é sobre Nutrição? Sim! Por isso vim recomendar que assistam o documentário Super Size Me “A dieta do palhaço”. Este documentário já tem um tempinho, mas só agora pude olhar. E vale a pena.

É sobre um americano que resolveu fazer 3 refeições diárias por 30 dias no McDonald’s. Resultado? Aumento de peso, elevação do colesterol, da glicemia, piora na saúde geral.
Obviamente ninguém come tanto lanche assim, mas o documentário é super válido para nos mostrar os malefícios que uma má alimentação causam a nossa saúde.

Procurando no Youtube por Super Size Me facilmente você acha os vídeos. Vale a pena!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Oito motivos para procurar um Nutricionista

Uma alimentação favorece o treino, blinda a saúde e traz bem-estar.

1. De olho na saúde:
Um prato de comida balanceado, rico em nutrientes, com uma variação de carboidratos, proteínas e minerais, é capaz de diminuir o risco de infartos, de doenças crônicas, como a diabetes e hipertensão, e até proteger contra o câncer. "O nutricionista atua diretamente com a medicina preventiva através da alimentação. Se as pessoas tivessem o hábito e a preocupação de procurar um desses especialistas para montar um cardápio saudável, teríamos uma expectativa de vida cada vez maior", explica a nutricionista Ana Paula Mendonça, da clínica Genesis, de São Paulo.

2. Criança que come bem:
Já pensou em levar seu filhote para uma consulta? Um nutricionista pode contribuir diretamente com o desenvolvimento do seu pequeno. "Todas as fases da vida têm suas particularidades nutricionais que devem ser priorizadas, e na infância isso é muito forte", diz a especialista. As necessidades de cálcio (que ajudam no desenvolvimento dos ossos e dos dentes), e o ferro (fundamental no combate da anemia) aliados a um bom cardápio, recheado de muitos nutrientes e minerais e sem excessos de gordura e açúcar, pode fazer toda a diferença quando o assunto é crescimento saudável.


3. De bem com a balança:
Se o excesso de peso é o problema, o tratamento com um nutricionista pode eliminar a gordura extra e ensinar você a comer direito, ou seja, os quilos não voltam mais. "Os maus hábitos alimentares geram milhões de pessoas com excesso de peso em limites perigosos e são a maior ameaça a saúde pública mundial. A obesidade é considerada a doença do milênio, constituindo a principal casa de mortes evitáveis no mundo", alerta Ana Paula Mendonça. "O nutricionista é o profissional capacitado para fazer uma avaliação individualizada e recomendar a dieta ideal para cada caso, além de colaborar para sanar o problema da obesidade", ressalta.

4. Gravidez saudável:
De acordo com a nutricionista Amanda Epifânio Pereira, especialista em nutrição e doenças crônicas do Hospital Israelita Albert Eistein, uma gravidez segura pede visitas a um nutricionista. "Algumas fases da vida necessitam de orientação específica, como na gestação. O estado nutricional materno pode interferir no crescimento e desenvolvimento do feto. A adequação de nutrientes e o ganho de peso adequado são fundamentais para uma evolução positiva da gestação, evitando o surgimento de doenças, como a obesidade, a diabetes gestacional e até problemas como a má formação do feto", explica a especialista.

5. Energia a mil:
Está se sentindo cansado ou sem pique para realizar as atividades do dia a dia? Dê uma boa olhada na geladeira, nos armários da cozinha e, por fim, no seu prato de comida. Uma simples garfada carrega a resposta para o desânimo. "Através do equilíbrio da alimentação, o paciente torna-se uma pessoa mais produtiva no trabalho, com mais disposição para executar as tarefas cotidianas. A autoestima também melhora a partir do alcance do peso desejado. Isso acontece por que suprimos a falta de determinados nutrientes, que deixam uma pessoa abatida", diz.

6. Atividades físicas:
Outro beneficio das técnicas de nutrição estão totalmente relacionadas à prática de atividades físicas. De acordo com Amanda Epifânio, o corpo colhe mais resultados quando há uma alimentação equilibrada em nutrientes e minerais e direcionada para cada pessoa. "Praticantes de atividades físicas ou atletas conseguem atingir um melhor desempenho e condicionamento físico quando recebem orientação nutricional", explica. "Cada modalidade esportiva requer um programa individualizado, com o objetivo de suprir as necessidades calóricas e de nutrientes, visando sempre desempenho físico e manutenção da saúde", ressalta a especialista.

7. Prazer em comer bem:
Está com medo que sua alimentação fique restrita a um grupo de alimentos sem graça depois da visita a uma nutri? "Uma nutricionista não proíbe nenhum alimento. O que fazemos é indicar refeições saudáveis e que combinem com o perfil de cada paciente. Servimos como auxílio para as pessoas que desejam mudar seu comportamento alimentar e a visão que tem da comida. Tudo isso com o objetivo de tornar a alimentação um hábito saudável e prazeroso", explica Ana Paula Mendonça.

8. Terceira-idade tranquila:
De acordo com Ana Paula Mendonça, a terceira-idade pode aproveitar ainda mais os benefícios de uma boa nutrição para melhorar a qualidade de vida. "O idoso apresenta um quadro nutricional particular, e isso varia de acordo com a necessidade de cada um, que envolve não apenas hábitos, mas também peculiaridades orgânicas decorrentes do envelhecimento, o organismo pode apresentar, por exemplo, grande necessidade de ferro ou de cálcio. O estado nutricional está intimamente ligado a sua sobrevida", ressalta.

Fonte: CRN-2